quinta-feira, 18 de novembro de 2010

BAÚ DA MINHA SAUDADE


Acampei numa figueira,
à beira de um sangão...
Meu trinta e meu cusco baio,
cuidavam da proteção.

Da badana fiz lençol,
dos pelegos meu colchão
e a direita, sempre livre,
junto ao cabo do facão.

A cabeça no sirigote
e a china sobre o meu peito,
                       o coração andando a trote,
                       num  tranquito sem defeito.

Noite fria, de geada...
E a lua!?... Que lindo clarão,
meu pala aquecia o corpo
e a china o meu coração.

Hoje, eu conto pra vocês
sem nenhuma vaidade,
passagens da minha vida,
lá na minha mocidade.

Passagens da minha vida,
lá na minha mocidade;
que estavam quase esquecidas,
no baú da minha saudade.


   l5/07/97.

         DALTON RUIZ 

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