Acampei numa figueira,
à beira de um sangão...
Meu trinta e meu cusco baio,
cuidavam da proteção.
Da badana fiz lençol,
dos pelegos meu colchão
e a direita, sempre livre,
junto ao cabo do facão.
A cabeça no sirigote
e a china sobre o meu peito,
o coração andando a trote,
num tranquito sem defeito.
Noite fria, de geada...
E a lua!?... Que lindo clarão,
meu pala aquecia o corpo
e a china o meu coração.
Hoje, eu conto pra vocês
sem nenhuma vaidade,
passagens da minha vida,
lá na minha mocidade.
Passagens da minha vida,
lá na minha mocidade;
que estavam quase esquecidas,
no baú da minha saudade.
l5/07/97.
DALTON RUIZ
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