Meu coração caborteiro,
me mete em cada entrevero!...
Vejam só o que ele me fez,
mal me livrei de uma china,
se apaixonou outra vez.
Ando sempre complicado,
as voltas com esse danado!
Pode ser, até, que me engane,
mas acho que outra vez, esse infame,
encontrou o amor errado!
Acontece na vida da gente,
o destino nos põe na mão.
Foi assim que de repente,
sem saber o que ele sente,
me falseou o coração.
Sei que ninguém acredita,
outra vez aconteceu,
fiquei parado na fita,
foi só ver mulher bonita,
ele já estremeceu.
De cara ela é muito linda,
o porte é de uma rainha,
de corpo ela é uma beldade,
também, muito boazinha,
mas puta barbaridade!
Meu coração, é potro alçado,
e, sabe, sempre, onde se mete;
Nunca foi tocado por diante,
Não se maneia em barbante
E nunca foi apertado num brete.
Quando pensarem que ele está preso,
Parecendo estourar de paixão,
e, que, já foi pealado,
sai galopeando de lado,
Tirando o laço das mãos. 23 de agosto de 1984
DALTON RUIZ