Clonaram, a minha sogra,
fizeram dez velhas iguais;
já não agüentava uma,
como vou agüentar mais.
Foi uma praga que caiu,
bem aqui na minha cabeça!
Como é que eu vou fazer,
pra que elas desapareçam.
A ciência me tirou,
todo, todo o meu sossego...
por isso, ao diabo que as copiou,
eu estou pedindo arrego.
Acredito na ciência,
da Divindade sou temente,
mas a ciência, muitas vezes,
inferniza a vida da gente.
Ter mais do que uma sogra,
isso eu sei que não vai dar!
A vida vira uma droga,
impossível de agüentar!...
Comem tudo que aparece,
nem refri, me sobra um pingo.
Eu vou fazer uma prece,
que me ajude, São Domingos.
Essas diabas vão embora,
ou eu vou devolver a filha!
Afinal dizem que a sogra
nem é membro da família.
Foi a ciência.
Foi a ciência.
Quem criou a tal clonagem,
não sei em que, viram vantagem,
a existência do que não presta,
fazer dobragem
Refrão:
Onze sogras, meu compadre,
eu nem gosto de pensar,
minha vida, está uma droga,
não sei se vou agüentar.
São Jerônimo, l8 de abril de 2002.
DALTON RUIZ