sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pai

Na minha memória, bem clara,
Eu posso vê-lo.
Teus olhos, teus passos lentos
E a prata dos teus cabelos.


Quantas vezes minhas veredas
Foram por ti corrigidas...
Até hoje serves de guia
Aos rumos da minha vida!


Pai! Quando eu o tinha comigo
Não conseguia entendê-lo...
Agora que o entendo...
Que pena! Não posso tê-lo.


Dalton José Ruiz , 1983



Quando eu era mais jovem, todos os motivos serviam
 para que  um discordasse do outro;  futebol, carnaval,
 política,  trabalho,  tudo em fim, servia  para uma boa
 briga  (na verdade discussão)   entre  eu e o meu pai.
 Quando ele morreu eu fiquei como um coxo que perdeu 
 a muleta.  Só eu sei a falta que me faziam aquelas 
 brigas, daí que me veio a inspiração para 
escrever esta poesia.   

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