Eu posso vê-lo.
Teus olhos, teus passos lentos
E a prata dos teus cabelos.
Quantas vezes minhas veredas
Foram por ti corrigidas...
Até hoje serves de guia
Aos rumos da minha vida!
Pai! Quando eu o tinha comigo
Não conseguia entendê-lo...
Agora que o entendo...
Que pena! Não posso tê-lo.
Dalton José Ruiz , 1983
Quando eu era mais jovem, todos os motivos serviam
para que um discordasse do outro; futebol, carnaval,
política, trabalho, tudo em fim, servia para uma boa
briga (na verdade discussão) entre eu e o meu pai.
Quando ele morreu eu fiquei como um coxo que perdeu
a muleta. Só eu sei a falta que me faziam aquelas
brigas, daí que me veio a inspiração para
escrever esta poesia.
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